21 de abril de 2015

VICE: “Outsourcing Embryos”

VICE: “The Line Drawn In The Sand” / “Outsourcing Embryos”:

A segunda parte do programa jornalístico é, desculpem o clichê, de arrepiar. Hospitais e maternidades na Índia transformadas em fábricas - literalmente - de bebés. Entra uma grávida, nasce a criança de cesárea, no meio do maior caos, enfermeiras e médicos correndo, o recém nascido é entregue aos pais adotivos que são enfiados numa van travestida de ambulância, tudo no menor tempo possível. Mães que ficam de "engorda" enquanto servem de receptáculos de embriões alheios. Dinheiro teoricamente fácil para mulheres que vivem na total miséria em favelas (favelas de fato - nada de puxadinhos com ruas demarcadas e esgoto canalizado). Tudo um grande negócio, lucro para os médicos e hospitais e casais do primeiro mundo economizando milhares de dólares, mesmo sabendo que seus pimpolhos foram concebidos em tubos de ensaio, provetas e úteros estranhos (pra não dizer de mulheres exploradas e enganadas pela miragem do lucro).

O meu sentimento hoje (01/08/2003)

O meu sentimento hoje?
Vai bem, obrigado.
Pulando de galho em galho
que nem beija-flor aloprado.
Tal rio sem leito,
confuso, caudaloso e
oscilante.
O meu sentimento hoje?
Vive dengoso, carente e melancólico.
Com vontade de esconder-se
num cantinho escuro, quieto e
tiritante.
O meu sentimento hoje?
Está com medo.
Com um medo que o deixa
paralisado por tanto sofrimento e
estupidez galopante.
O meu sentimento hoje?
Continua inseguro.
Com lágrimas e soluços de menino bonito
postado na janela.
Continua indeciso,
pois não sabe
como terminar o poema
sem ser repetitivo, melodramático e
arrogante.
O meu sentimento hoje?
Pede paz, pede água, pede pão.
Pede um olhar de carinho,
um abraço terno,
dez centavos no bolso,
uma passagem de ida,
um amanhã menos frio, mais justo e
tolerante.

18 de abril de 2015

Eva Green - 300 Battle of Artemisia

O filme não é grande coisa, mas plasticamente possui cenas lindíssimas e pena que Artemísia morra no fim. Merecia um filme só pra ela.

15 de abril de 2015

O SUV no Brasil, junto com a varanda gourmet...

"O SUV no Brasil, junto com a varanda gourmet, significa que a pessoal chegou lá. Ainda é um símbolo forte de conquista". Maria Lucia Antônio - gerente de publicidade da Fiat
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/04/1614871-mudanca-de-habitos-faz-paulistano-adiar-habilitacao-para-depois-dos-30.shtml


Antigamente bastava ter uma calça velha, azul
 e desbotada ou, como diz a letra da música: 


Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

Game of Thrones Season 5



Perigando ser queimado vivo pelo fãs apaixonados do GOT, gostaria de registrar apenas que tinha muito mais sexo e violência em ROMA (seriado de dez anos atrás e que por acaso está sendo transmitida agora pela Band). 

12 de abril de 2015

Cabia a palavra flor em uma das mãos


A vi passar de lado 
tantas vezes 
ter você como amiga
pretensamente amiga
folhas são campeãs 
únicas e distantes
pêssegos em calda
ao lado da estrada
quero inflar seu ego
deitar de lado
infringir dor
e querer
ver
um tanto 
quase nada.




Um coração de aluguel
inteiriço
e decadente
pede perdão
ninguém ouve
menos a distancia
um lugar qualquer
olhar papel janela
medo de estranhos
singulares
medo
de plurais
de verbos
categóricos
aforismos
que matam.

No pain
no gain
círculos chistosos
detalhes pequenos
pés enlaçados
um livro
um dedo em riste
pensamentos imunes
pássaros negros
que teimam
em escrever
ouvindo Tom Waits
num sábado à noite.

6 de abril de 2015

‘As pessoas parecem flores finalmente’ de Charles Bukowski (tradução de Claudio Willer)

https://claudiowiller.wordpress.com/author/claudiowiller/

os elefantes do Vietnã
primeiro eles costumavam, ele me contou,
atirar e jogar bombas nos elefantes,
dava para ouvir seus gritos sobre todos os outros sons;
mas você voava alto para bombardear o povo,
você nunca o enxergava,
só um pequeno clarão de lá em cima
mas com os elefantes
você podia olhar aquilo acontecendo
e ouvir como gritavam;
eu dizia a meus companheiros, ouçam, caras,
parem com isso,
mas eles se limitavam a rir
enquanto os elefantes se dispersavam
erguendo suas trombas (se não tivessem sido estouradas)
abrindo suas bocas
bem grandes e
tropeçando em suas pernas grossas e desajeitadas
enquanto o sangue escorria dos grandes buracos em suas barrigas.
então nós voaríamos de volta,
missão cumprida.
acertávamos qualquer coisa:
comboios, depósitos, pontes, gente, elefantes e
todo o restante.
ele me contou mais tarde, eu
me senti mal pelos
elefantes.

5 de abril de 2015

#MadMen Season 7, Episode 07 - Waterloo



É fato que os norte-americanos fazem TV e cinema melhor do que qualquer outro país. Parece papo de bobalhão colonizado, mas como falar diferente depois de assistir a primeira parte da 7a temporada? 

Por mais que tente ficar longe do seriado - afinal ver a autodestruição de um ser humano para quem está deprê não é nada saudável - mais ele me atrai. E não pela recriação preciosa dos anos 60/70, mas por ela mostrar as nossas fraquezas, revirar o mundo corporativo com sua falta de caráter e escrúpulos e provar que o saudosismo é ridículo - somos aquilo que somos por cruel natureza e isso independe se estamos vivendo tempos de modernidade virtual ou fumando um baita baseado numa fazenda hippie.

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