3 de junio de 2009

Limão amargo

Era uma vez um poema antigo. Daqueles que vc logo descarta de tão ruim. Daqueles que vc escreve num papel qualquer e fica esquecido dentro de uma agenda empoeirada e gasta de tão velha. Mas como o sol de inverno que te trai repentinamente, o poema antigo volta com força. Basta beber um pouco de rum, ouvir uma música romântica ou sentir o cheiro de um sabonete perfumado. Ele não saiu, não fugiu, continua na tua baixa consciência, no teu âmago. Vive de delusões e falsas fantasias. E o gosto na boca vira amargo. Boca de limão amargo. Amargo como a minha vida a dois.

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