15 de marzo de 2007

Do blog do Mino...

Representante de Deus? Sou filho, neto, bisneto, e daí para trás, de cidadãos anticlericais. Nem por isso fanáticos. Meu pai me matriculou para cursar o primário nas Marcelinas porque elas eram antifascistas e não obrigavam as crianças a participarem na manhã de sábado de um espetáculo grotesco chamado adunata. Trajados como cretinos, desfilavam na praça principal da cidade cantando hinos mussolinianos. A despeito das aulas de catecismo, tenho ótima lembrança das Marcelinas. Agora dirijo meu pensamento na direção do Vaticano e lá enxergo o papa Ratzinger. Imagino o que dele diriam meus ancestrais. Mas, sem entrar no mérito da personalidade e da doutrina de Bento XVI, duas suas falas e atitudes, permito-me uma reflexão sobre a idéia papa, o numeno papa, como diria Platão. É possível que alguém se atribua o papel de representante de Deus na Terra? Quem o autorizou a tanto, a não ser uma assembléia de seres humanos em trajes espetaculosos, a cumprir rituais de teatro? Quem o habilitou a falar de Jesus Cristo qual fosse seu vigário e a negar a sua grande, inesgotável lição de piedade e compaixão?

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