14 de enero de 2018

Poema revisitado mais de mil vezes


vivo à procura
de um coração de aluguel
pouco usado
pouco sofrido

a bater apenas na superfície
de ruas vazias
lágrimas fáceis
gritos abafados
sede compulsiva
prometo cuida-lo bem
e esconder
a tentação
o desamor
tal torpe e ingênuo desejo
sob o tapete




represar
o que me deprime
mentir
se for preciso
sentir
a fome de viver
em círculo 
estúpido
vicioso

escrever
sentir
desistir
e meio
sem querer
aninhar os sentimentos - abrir o mar - multiplicar os
pães - viver sem pecado - esquecer a carne.


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