12 de abril de 2015

Cabia a palavra flor em uma das mãos


A vi passar de lado 
tantas vezes 
ter você como amiga
pretensamente amiga
folhas são campeãs 
únicas e distantes
pêssegos em calda
ao lado da estrada
quero inflar seu ego
deitar de lado
infringir dor
e querer
ver
um tanto 
quase nada.




Um coração de aluguel
inteiriço
e decadente
pede perdão
ninguém ouve
menos a distancia
um lugar qualquer
olhar papel janela
medo de estranhos
singulares
medo
de plurais
de verbos
categóricos
aforismos
que matam.

No pain
no gain
círculos chistosos
detalhes pequenos
pés enlaçados
um livro
um dedo em riste
pensamentos imunes
pássaros negros
que teimam
em escrever
ouvindo Tom Waits
num sábado à noite.

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