5 de abril de 2014

De pés pequenos que pregam o amor eterno...


Sabidamente o olhar não tira pedaço, então por que estupidamente usamos o banheiro público para encontrar-nos? se de fato a praça oferece mais espaço para maconhar, se o obelisco é um objeto redondo que solta faíscas, se o ventre da sua madre não implora perdão, mas refaz-se na curva, curvados iremos viver se não entrarmos na Florida e pedalando o pedal da bicicleta que cai de tanto andar, de vício livre, de sempre livre, corredores que nunca terminam, circulando, circulando diz o gendarme, e sob jatos d'água, vejo reluzir seus pés pequenos que pregam o amor eterno, mas odeiam serem seguidos por olhares estranhos...

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