23 de agosto de 2010

Bienal do Livro

Rodeado de piralhos por todos os lados, visito mais uma edição da Bienal do Livro de São Paulo e por aquelas razões que só Freud explica, teimo em chama-la mais de uma vez de Feira do Livro. Talvez se deva ao fato de que lá no sul - região da qual meio que eu vim - cidade pequena não faça Bienal, faz apenas uma modesta Feira, quase sempre localizada na principal praça da cidade. Nada de Anhembi, Sambódromo, Centro de Exposições ou qualquer outro hiper espaço de eventos. Em se tratando de cidade do interior, as dimensões são minúsculas. Cinco ou seis barracas, normalmente da marca mais badalada de refrigerante. Iluminação improvisada. Mesas e cadeiras arranjadas às presas. E um sistema de som emprestado. Tudo de forma precária e amadora. Mas com uma imensa vontade de participar, de fazer acontecer, de manter uma tradição e obter lucro, se possível...
E lá se vão mais de 20 anos desde que saí do RS.

1 comentario:

Alexandra Deitos dijo...

Também me parece que Feira do Livro empresta um ar de dignidade ao vento, enquanto que Bienal só consegue emprestar glamour.

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