7 de febrero de 2010

Sobre estradas e fugas

Um trem que sai de madrugada, um avião que cruza o Atlântico, um ônibus leito que pega a estrada errada. Fugas diversas e um poema que teima em terminar. Um rosto moreno, um cachorro sem dono. O deserto que se torna pequeno. Um mar que se torna alheio. Na trilha, uma música qualquer. Na fenda aberta no meio do matagal, uma cachoeira, uma subida ingreme, olhos que ficam fechados. Medo que te agarra. Uma mão que te segura e diz para não pular. Alguém grita e do fusca anos 70, sai a rainha do Carnaval. E como vim ao mundo numa quarta-feira de cinzas, cedo ou tarde, a festa iria terminar.

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