2 de diciembre de 2009

A Indignação Seletiva - o caso do DEM

Os principais sites de notícias - aqui no Brasil - publicaram com destaque a expressão do presidente Lula: "As imagens não falam por si".
E vários jornalistas e comentaristas, demonstraram sua seletiva indignação.
Lógico que tirando a frase do seu contexto, até parece que Lula defende a corrupção.
Ledo engano, apenas ele está sendo coerente e sensato, pois "ninguém é culpado até prova em contrário".
A indignação não justifica o esquecimento das leis.
Nada justifica o linchamento em praça pública.
É fácil falar que estamos numa era de escândalos públicos. Só que eles se esquecem que se os escândalos são públicos
é porque vivemos numa democracia e a PF não tem o rabo preso.
Ou são muito safados ou muito ingênuos aqueles que pensam que no regime militar não havia escândalos, roubalheiras e denúncias explosivas. Esquecem que naqueles tempos dificeis havia censura, e que quem ousasse denunciar algum desvio dos donos do poder era enquadrado na Lei de Segurança Nacional.
Tolos são aqueles que gritam que têm saudade da ditadura.
Tolos são aqueles que pensam que se os presidentes militares morreram pobres é porque eram honestos.
Estupidez e canalhice não têm limites.
E quando falo em indignação seletiva, estou querendo dizer em hipocrisia.
Pois tais jornalistas e/ou comentaristas que exigem que o povo saia às ruas para externar a sua raiva contra os políticos, vivem em vernissages beijando a mão dos banqueiros, latifundiários, quer dizer, das elites brancas que sustentam tais políticos, como já disse no passado o governador Cláudio Lembo.

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