25 de noviembre de 2009

Delirium extremis

Nunca vi uma capa tão delirante, raivosa e esquizofrénica até. Se algum dia, alguém se der o trabalho de estudar o jornalismo de ultra-direita, o exemplar de hoje do Diário do Comércio será um belo exemplo. Até a molecagem de citar Vargas Llosa é feita, induzindo o incauto leitor a inferir que se trata do premiado escritor. Não, na realidade trata-se do filho reacionário. Seria o mesmo que citar FHC e depois descobrir que é o inexpressivo filho dele (o filho oficial e não o filho fora do casamento). http://www.dcomercio.com.br/

1 comentario:

rabino dijo...

Caro Emílio: autor da capa exposta acima, asseguro-lhe que não sou de direita, nem delirante. Quem ideologiza é o senhor. Tentamos um modelo de capa que nunca antes neste jornal fizemos: focamos na contextualização e não num assunto só. O texto ficou grande, e tivemos que cortar. Assim, bilhões virou bi; América Latina, AL; Shimon Peres, Peres, e o mesmo com Abbas, Ahmadinejad e Vargas Llosa; tiramos o "permanente" do lugar na ONU e nem o nome do presidente checo conseguimos dar por inteiro - ele que nos visitou hoje. Mas os nomes completos estão dentro do jornal. Não houve essa intenção maldosa, boba, que nos é atribuida. Respeitamos nosso leitor. Achar que o Brasil deve receber Ahmadinejad, ditador reeleito fraudulentamente que atiça com mentiras e poder nuclear mais uma guerra no Oriente Médio, e que Chávez é um modelo, não torna radical quem discorde. Radical, ou pior, é quem executa dissidentes, como no Irã e em Cuba. Essa postura pecualiar no Brasil, aos olhos internacionais, ganhou definição: é arrogância. Saudações, moises rabinovici

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