3 de agosto de 2009

A casa azul no meio da floresta

A luminosidade do sol da tarde, que inundava apenas parte da floresta, envolvia com muita alegria, a pequena casa azul.

E se não me falha a memória, o único movimento visível era a fumaça da velha chaminé (talvez fosse um pão sendo assado ou quem sabe uma torta de framboesa, tanto faz).

Havia também o trecho de um caminho feito todo de pedregulhos e que terminava bem na entrada da casa, e era por ele que andava quase todo dia. Do café ao jantar, dia ou noite sem parar.

A casa azul era o meu refúgio e o caminho era o meu túnel do tempo. E entre uma garfada e outra – entre brigas e confusões – sempre dava um jeito de fugir sem ninguém perceber.

E de pedra em pedra, abria a porta e me escondia dentro, permanecendo junto ao calor do forno. Para sair, era só piscar duas vezes que voltava à mesa no meio do dia-a-dia familiar.

O quadro, a pintura modesta ficou por lá um bom tempo. Pendurada no meio da cozinha. Uma cozinha de paredes verdes, toda descascada e cheia de gotinhas de gordura.

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