23 de agosto de 2009

Barrichello vence a centésima do Brasil na F-1

Sou do tipo que torce pelo cara que sempre chega em segundo. Ou por aquele mais pobre, mais franzino, mais feio. Talvez seja fruto da minha baixa auto-estima ou de me olhar sempre como um eterno perdedor (em inglês a sonoridade da palavra é mais bonita: loser).
Deve ser pelo fato de ter sido rejeitado quando criança, ter espinhas na adolescência e mulher bonita não olhar pra mim nem matando. Bom, tanto faz.
O que importa, é que ELE ganhou.
E hoje foi um dia glorioso para os eternos perdedores.
Poderia falar e falar. Escrever e escrever laudas e mais laudas. Mas como sou um fracasso que nasceu em péssima hora, o talento e as palavras são poucas.
O dia é DELE.
E longe de mim querer entrar no tema da Fórmula 1. Seria trucidado pelos fanáticos de plantão, pois com certeza cometeria algum deslize, algum dado falho, alguma data errada.
E hoje não mereço ser envergonhado, mesmo num mundo que despreza o segundo lugar e que faz piada de quem anda de Ferrari e corre a mais de 350km/hora.
Sou um pequeno grande homem que viu a vitória escapar entre seus dedos, que perdeu o bonde da história, que morreu na praia e que não consegue chegar aos 100 followers no Twitter.
Mas que irá repetir hoje, uma, duas, mil vezes seguidas: ELE venceu, chegou primeiro (e isso só acontece de cinco em cinco anos).

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