3 de julio de 2009

Flip e o livro como produto

http://www.flip.org.br/ Não sou do tipo ingênuo que acha que o Livro é algo sagrado, que deveria de ser guardado a sete chaves depois de lido. Não. O livro é nada mais, nada menos que um mero produto de consumo dentro do atual mercado globalizado. UM produto cultural, é claro. Tal um filme, uma música, um vídeo ou uma peça de teatro.
O que me enoja nesse processo todo é ver o autor, o escritor virar um pop star.
E ver os fãs delirarem alucinadamente.
É sabido que o escritor - talentoso ou não - é um ser perturbado, problemático, egocentrico e egoista. Daí ele tentar colocar no papel o seu falso sentimento.
E ver esse povo todo falar abobrinhas e o público pagar para ouvi-las me causa vertigem.
Mas no fundo deve ser ódio.
Afinal, poderia estar em Paraty, ganhando em dólar.
E ao invés disso, estou aqui a teclar o meu PC com raiva e inveja.
Quero os holofotes e apenas ganhei uma lâmpada meia boca.
Quero a fama, a redenção e a imortalidade, mas apenas obtive mais alguns dias de vida.
O meu obscuro objeto de desejo irá continuar secreto e insensato.

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