13 de diciembre de 2006

A absurda manchete do JN

Ministro reclamar do próprio salário merece ser a principal manchete do JN de ontem? Depois eles reclamam quando são acusados de parcias e de tentar desastibilizar o Governo Lula.
Ministro da Defesa admite buraco negro

O ministro da Defesa se queixou do próprio salário, hoje, durante audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a crise aérea. Waldir Pires também admitiu a existência de sombra no espaço aéreo brasileiro.

A maior preocupação dos deputados foi com a possibilidade de volta do caos aéreo no natal e no ano novo.

“Se nós temos que atrasar, vamos tratar bem as pessoas. Isso não aconteceu no auge da crise”, ressaltou o deputado Fernando Gabeira, do PV-RJ.

As autoridades afirmaram que não haverá congestionamento nos aeroportos no fim do ano. Já o representante dos controladores de vôo disse que não há planos de paralisação, mas que poderá haver problemas por causa do aumento do tráfego aéreo.

“Não há planejamento de fazer nada para prejudicar a sociedade. Os problemas que poderão ocorrer serão em função do acúmulo de tráfego”, afirmou Jorge Botelho, do Sindicato dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, afirmou que os controladores militares vão trabalhar normalmente.

“Falo pelos controladores militares e eles não tem nenhuma intenção ou idéia de prejudicar controle de vôo”, ressaltou Bueno.

Bueno também anunciou que a Aeronáutica está contratando 80 engenheiros para dar manutenção nos equipamentos dos cindactas. Aparelhos de comunicação serão usados por três anos e não seis, como é o caso da central de áudio que sofreu uma pane na semana passada.

O secretário de finanças da Aeronáutica disse que o setor precisa de mais investimentos. O ministro Waldir Pires também reclamou.

“O salário de um ministro de estado não chega a R$ 6 mil”, argumentou Waldir Pires.

Ao falar sobre o acidente entre o boeing da Gol e o Legacy, o ministro da Defesa admitiu, pela primeira vez, a existência de pontos cegos na cobertura do radar.

“A maioria dos técnicos me dizem que buracos negros não são reais e que eles flutuam de acordo com as condições atmosféricas”, disse o ministro.

A Agência Nacional de Aviação Civil informou que 20% dos vôos de hoje partiram com atraso de mais de uma hora.

Encontre esta reportagem em: http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1386808-3586,00.html

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